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[S. Tomé. Caravaggio]
Nada fazia prever que o buraco se tornasse num local bem frequentado. Surgem os suores frios quando a ideia de arrumar o lixo e limpar a mesa começa a ser recorrente. (Oldmirror)
Agora já me amaste por um dia inteiro.
Amanhã quando partires, o que dirás?
Irás antedatar algum voto mais recente?
Ou dizer que, agora,
Já não somos exactamente os mesmos de antes?
Ou que as juras, feitas por medo reverencial
Ao Amor e à sua ira, se podem renegar?
Ou, como verás mortes desligam veros casamentos,
À imagem destes, os contratos dos amantes
Unem só até que o sono, imagem da morte, os separe?
Para justificar teus próprios fins,
Tendo proposto mudança e falsidade, não terás tu
Outro meio senão a falsidade para seres sincera?
Lunática vã, contra tais evasivas eu poderia
Argumentar e ganhar, se quisesse,
O que me abstenho de fazer
Porque, amanhã, poderei vir a pensar como tu.
- John Donne
nunca penses como ela...
não é preciso usar a falsidade pra se ser uma pessoa sincera!!
basta a frontalidade!
beijinhos,
**TuNaNa**
Explica lá essa tua admiração por Caravaggio, não que não a compreenda dp da arte que vi exposta em Santa Maria del Popolo.
E sim, todos podemos um dia vir a pensar como outro..
Beijocas
Ei, e não arrumes nada!
Sobre Caravaggio tentei dizer tudo no "96", o primeiro de uma série que com este terminou.
A tua última frase do comentário foi inteligente e agradou-me imenso, Polly.
para que limpar o que lhe distingue ?
então não se queixem se tropeçarem num sonho abandonado, num pesadelo irresistível ou nas letras que se espalham no chão à espera de serem colocadas nos locais.
se existirem quixas apresento-as ao Blogger, a multa é te enviada directamente :)