6/21/2007

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Mãos que sabiam a tarde de maçã, a bife na chapa, mãos que se mexiam vagarosamente, mão sofridas e, no entanto, tão macias, mãos que me faltam. As mãos que mais sofreram foram as últimas a desistir, mãos que na despedida não tive coragem de apertar com as minhas, mãos que no fim foram olhos, foram extensão do coração, foram traduções de sentimentos na despedida anunciada. (Oldmirror)
Lembro-me da minha mão pousada sobre a tua
e esse instante está debaixo
da palavra solidão.
- José Luís Peixoto

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3 Comments:

Blogger sem-se-ver said...

que bonito poema do jlp

(que belo post, tb)

6/22/2007 08:13:00 da tarde  
Blogger A estranha said...

Também tenho saudades de umas mãos assim que sabiam a tantas coisas que já passaram...

Triste mas bonito...

Beijos

6/27/2007 04:18:00 da manhã  
Blogger Francesca Lambruscco said...

Gosto de muitas coisas do José Luís Peixoto. Esta não conhecia e guardei-a em mim.

O que tu escreveste ficou-me nas mãos.

7/06/2007 07:15:00 da tarde  

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