7/04/2009

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Ele perguntava-se demasiadas vezes:
- Mas porque é que não deixo tudo para trás?
Havia sempre uma ou outra amarra que o mantinham no porto, sem conseguir solta-las e navegar para bem longe.
Um adiar, uma tarefa mais, um problema a resolver, uma dor que incomoda, uma responsabilidade assumida.
Ele perguntava-se demasiadas vezes:
- Alguma vez chegará o dia?
Havia sempre uma ou outra paixão que o faziam esquecer que era no porto que se mantinha, que ainda não sentira o ondular da maré, os ventos fortes que sulcam cada pedaço de pele exposta, que o sol que lhe queimava as esperanças não era o mesmo que, de amarras soltas, queimariam a vontade de regressar.
Ele perguntava-se demasiadas vezes:
- Como será respirar fundo?
(Oldmirror)

Contradigo-me?
Pois bem, então contradigo-me. Sou extenso, contenho multidões
- Walt Whitman

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10/07/2006

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- Ainda não foi desta que encontraste o que procuras?
- Não, não foi desta.
- Mas estavas tão perto.
- Quando chegamos perto podemos ver melhor as imperfeições.
- Mas existe o perfeito?
- Penso que não.
- Então, para que o procuras?
- Se não o fizer não encontrarei a melhor das imperfeições.
- O que falhou desta vez?
- O que falhara antes.
(Oldmirror)

Only themselves understand themselves, and the like of themselves,
As Souls only understand Souls.

- Walt Whitman

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