6/01/2011

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Era uma vez um homem que se esqueceu como se faz amor....(Oldmirror)


Eu sou uma pessoa excitável que só entende a vida liricamente,
musicalmente, em quem sentimentos são muito mais fortes que a razão.
Eu estou tão sedenta para o maravilhoso que só o maravilhoso tem poder sobre mim
Qualquer coisa que eu não possa transformar em algo maravilhoso, eu deixo ir.
Realidade não me impressiona. Eu só acredito em êxtase,
e quando a vida ordinária me algemar, eu escapo, de uma maneira ou de outra.
Nenhum muro mais.
- Anaïs Nin

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6/23/2008

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A apologia do incorrecto. A teoria da provocação. A necessidade da transgressão. A ilimitação dos mandatos. A libertação dos olhares. A insatisfação com o igual. A instalação da dúvida. (Oldmirror)

Não há duas peles de igual textura; nunca é a mesma luz, a mesma temperatura, as mesmas sombras, nunca são os mesmos gestos; porque um amante, quando animado do verdadeiro amor, é capaz de vencer séculos e séculos de ciência amorosa. Quantas mudanças de tempo, quantas variações de maturidade e de inocência, de arte e de pervercidade...
- Anaïs Nin

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Não há pecados no prazer. Não há loucuras no amor. Não há limites no desejo. Não há sorte no achado. Não há regras entre paredes. Não há tempo para esbanjar. No imenso horizonte fixamo-nos no pormenor. Descemos. Vamos mais longe. Não há desilusão sem medo. Não há dança sem choro. Não há prisões sem desistências. Na longa linha recta traçamos-lhe curvas apertadas. Deslizamos. Vamos lentamente. (Oldmirror)

...Sabes que ainda mal olhei para ti?
Há ainda demasiada santidade presa a ti.
Não sei como te dizer o que sinto.
Vivo numa expectativa perpétua.
Tu vens e o tempo desliza num sonho.
É só quando te vais embora
que me apercebo completamente da tua presença.
E depois é demasiadamente tarde.
-Anaïs Nin

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6/28/2007

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O vermelho da carne quase viva, quase esquecida do prazer escondido debaixo de um peito duro onde se encerra um coração quase esquecido de galopar. A tontura do regresso à liberdade após o sono injusto que se tornou num quadro único sem lugar a memórias. O desgastar dos músculos que alegremente reconhecem a exaustão avisados pelo suor que reencontra os caminhos sequiosos dos troncos abandonados por uma seca demasiado eterna. O calor insuportável mas suportável pelo prazer de olhar o degelo de um corpo mantido na mais baixa temperatura a que a emoção consegue descer. A voz, aquela voz que não fala mas solta música pelos gemidos de uma garganta onde o som deixou de passar. (Oldmirror)

Só tenho três desejos agora, comer, dormir e foder. Os cabarets excitam-me. Apetece-me ouvir música rouca, ver caras, roçar-me em corpos, beber um ardente Benedictine. Mulheres belas e homens atraentes despertam ardentes desejos em mim. Quero dançar. Quero drogas. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas. Nunca olho para caras ingénuas. Quero morder a vida e ser despedaçada por ela. Henry não me dá tudo isso. Eu despertei o seu amor. Que se lixe o seu amor. Ele sabe foder-me como mais ninguém, mas quero mais do que isso. Vou para o Inferno, para o Inferno, para o Inferno. Selvagem, selvagem, selvagem
- Anaïs Nin

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